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Livro

Atualizado: 30 de jul. de 2023
















Antes, eu não ligava. Não ligava para coisa alguma. Agora, depois de tanto apanhar, tenho ciúme de tudo que é meu.

Livro é, para mim, como a pessoa amada, respeitando sua masculinidade (do livro). Você emprestaria a pessoa amada a alguém? E ela, como reagiria após esse ato indigno? Foi como reagiram os livros que emprestei. Tiveram dignidade.

NÃO VOLTARAM.

Livros meus são indivíduos condenados à prisão perpétua. Os direitos deles estão limitados à cela da minha consideração e dedicação. NÃO OS EMPRESTO NEM OS DOU. “Só vendo”, dirá você! E verá que não EMPRESTO, NÃO DOU, NEM VENDO.

Nem vendo (cego), não VENDO, NÃO DOU NEM EMPRESTO!

Livro raro é aquele que, depois de emprestado, volta ao seu dono. Não quero ter livros raros. Faço questão que eles me sejam caros (queridos). Livro, amigo fiel. Nunca reclama nem mesmo quando maltratados. Nem quando as traças lhe destroem os traços. Ó!, fidelidade prejudicial. E por que não lhe dar de quando em vez algumas bolinhas de naftalina? Aí não restará um só traço de qualquer traça...

Eu não empresto livros. Tampouco os tomo emprestados. Afinal de contas, há o ditado: “quem empresta nem para si presta”...

 

Everaldo d'Alverga é Jornalista e Fotógrafo, Autor do Livro "Sem Compromisso".


Crédito Foto Pixabay.com

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